1.Eça
de Queiros:
Vida Artística
Aos 16 anos de idade, foi estudar Direito na cidade de Coimbra. Seus primeiros trabalhos como escritor apareceram no Jornal Gazeta de Portugal. Trabalhou como administrador municipal no município de Leiria. Trabalhou também como cônsul de Portugal na Inglaterra. Esta época foi uma das mais produtivas de sua carreira.
Foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert, de quem recebeu grande influência literária. Eça de Queiroz foi um dos pioneiros da literaturarealista em Portugal.
Abordou, em suas obras, diversos temas. Porém, podemos observar algumas características comuns em seus romances, como, por exemplo, abordagem de temas cotidianos, descrição de locais e comportamento de pessoas, pessimismo, ironia e humor.
Eça de Queiroz morreu na cidade de Paris em 1900. Suas obras foram traduzidas em várias línguas. É considerado até os dias de hoje como sendo um dos principais representantes do realismo português.
Principais obras de Eça de Queiroz
· A Cidade e as Serras
· A Ilustre Casa de Ramires
· A Relíquia
· A Tragédia da Rua das Flores
· As Farpas
· Contos e Prosas Bárbaras
· O Crime do Padre Amaro
· O Mandarim
· O Mistério da Estrada de Sintra
· O Primo Basílio
· Os Maias
· Uma Campanha Alegre
Aos 16 anos de idade, foi estudar Direito na cidade de Coimbra. Seus primeiros trabalhos como escritor apareceram no Jornal Gazeta de Portugal. Trabalhou como administrador municipal no município de Leiria. Trabalhou também como cônsul de Portugal na Inglaterra. Esta época foi uma das mais produtivas de sua carreira.
Foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert, de quem recebeu grande influência literária. Eça de Queiroz foi um dos pioneiros da literaturarealista em Portugal.
Abordou, em suas obras, diversos temas. Porém, podemos observar algumas características comuns em seus romances, como, por exemplo, abordagem de temas cotidianos, descrição de locais e comportamento de pessoas, pessimismo, ironia e humor.
Eça de Queiroz morreu na cidade de Paris em 1900. Suas obras foram traduzidas em várias línguas. É considerado até os dias de hoje como sendo um dos principais representantes do realismo português.
Principais obras de Eça de Queiroz
· A Cidade e as Serras
· A Ilustre Casa de Ramires
· A Relíquia
· A Tragédia da Rua das Flores
· As Farpas
· Contos e Prosas Bárbaras
· O Crime do Padre Amaro
· O Mandarim
· O Mistério da Estrada de Sintra
· O Primo Basílio
· Os Maias
· Uma Campanha Alegre
O Crime do Padre Amaro
O Crime do Padre
Amaro é uma das obras do escritor português Eça de
Queirós mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra
polêmica, que causou protestos daIgreja Católica, ao ser
publicada em1875, em Portugal 1 .
Esta obra é mais um
documento humano e social do país e da sua época escrito com a maestria de Eça
de Queirós. É também a primeira realização artística dorealismo português 2 .
Enredo[editar]
Trata do romance entre Amaro
e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é
alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto
a trágica história de amor se desenvolve, personagens secundários travam
instigantes debates sobre o papel da fé.
Eça de Queirós terá
aproveitado o facto de ser nomeado administrador do concelho de Leiria para aí durante seis meses, conhecer
e estudar aquele que seria o cenário de O Crime do Padre Amaro, uma obra
que mais de cem anos depois mantém o interesse de diferentes gerações 3 .
Com a chegada de um novo
pároco à cidade, o mesmo passa a frequentar a casa de Amélia. Ambos nutrem uma
paixão que não pode ser consumada devido a batina. A solução encontrada foi o
encontro as escondidas. Esse caso resulta numa gravidez inesperada, que é a
causa da morte de Amélia. Após sua morte, Amaro vai embora da cidade, mas não
abandona a batina. Fátima Bueno, professora da Universidade
de São Paulo e especialista na obra de Eça de Queirós, aponta
que Amaro fora levado à vida religiosa por circunstância, e não por vocação - e
que, pelo seu temperamento sensual, podia se excitar com as imagens das santas
- um sacrilégio para a tradição católica portuguesa. Não surpreendentemente,
"o livro causou escândalo e foi atacado por jornais católicos portugueses
e brasileiros", conta a pesquisadora4 .
2.Cesário Verde:
O poeta português José
Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa no dia 25 de fevereiro de 1855.
Conhecido por seus dois últimos nomes, ele é visto como um dos predecessores
e grande influência do estilo poético realizado no século XX em Portugal.
A tuberculose foi uma
maldição na vida de Cesário Verde. Após perder a irmã e o pai para esta
doença, o poeta começa a ter sintomas da enfermidade em 1877. Apesar da
tristeza que tudo isso lhe causava, o mal lhe serviu de inspiração para a
produção de um de seus mais belos poemas, “Nós”, de 1884.
“Ora, meu pai, depois das
nossas vidas salvas
(Até então nós só tivéramos
sarampo),
Tanto nos viu crescer entre uns montões
de malvas
Que ele ganhou por isso um
grande amor ao campo!”
(trecho da poesia “Nós”)
Cesário Verde não conseguiu
escapar da doença e faleceu aos 30 anos, em dezenove de julho de 1886. Silva
Pinto, em sua homenagem, organizou uma compilação com a poesia do amigo, que
chamou de “O Livro de Cesário Verde”. Em 1901 este livro foi publicado.
Na poesia de Cesário Verde,
alguns temas predominantes são o campo e a cidade. Seu estilo era delicado, com
emprego de artifícios impressionistas e uma sensibilidade dificilmente vista no
meio literário. A forma de expressão utilizada era mais natural, pois o poeta
evitava o lirismo clássico.
As características mais
importantes encontradas na análise de sua obra são imagens muito visuais que
tinham o objetivo de dimensionar a realidade do mundo, a mistura do moral com o
físico, a combinação de sensações, comparações, metáforas, sinestesias, versos
decassílabos e quadras.
Um tema recorrente nas
poesias de Cesário Verde é a mulher. Ele nos apresenta dois tipos femininos,
sempre atrelados aos locais em que ambienta seus versos. Na cidade, cria uma
mulher calculista, madura, frívola, fria, autodestrutiva e dominadora. Em sua
representação do campo, o poeta monta arquétipos de mulheres pobres, feias,
doentes, esforçadas e trabalhadoras.
3.Antero de quental:
Antero de Quental
(1842-1891) foi poeta e filósofo português. Foi um verdadeiro líder intelectual
do Realismo em
Portugal. Dedicou-se à reflexão dos grandes problemas
filosóficos e sociais de seu tempo. Contribuiu para a implantação das ideias
renovadoras da geração de 1870.
Antero de Quental
(1842-1891) nasceu na localidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos
Açores, Portugal. Filho do combatente Fernando de Quental e Ana Guilhermina da
Maia. Iniciou seus estudos em Ponta Delgada. Com 16 anos vai estudar Direito em Coimbra. Em 1961
publica "Sonetos de Antero".
Em 1965, um grupo de
estudantes da Universidade de Coimbra, critica as velhas ideias do Romantismo,
o que fez surgir uma polêmica entre a velha e a nova geração de poetas. Essa
manifestação originou-se de um texto do poeta romântico Antônio Feliciano de
Castilho, no qual ele criticava as novas ideias literárias de Antero de Quental
e Teófilo Braga. Antero responde de maneira violenta, escrevendo uma carta
aberta que foi divulgada com o título de "Bom senso e bom gosto",
nela Antero acusa Castilho de obscurantismo e defende a liberdade de pensamento
dos novos escritores. Essa polêmica ficou conhecida como a "Questão
Coimbrã.
Antero de Quental expressa
em seus sonetos a sua inquietação religiosa e metafísica constituindo a parte
mais importante de sua obra: "Sonetos de Antero" (1861),
"Primaveras Românticas"(1872), "Sonetos Completos" (1886),
"Raios de Extinta Luz" (1892). É considerado, ao lado de Bocage e
Camões, os grandes sonetistas da literatura portuguesa.
Antero Tarquínio de Quental
sofrendo de depressão, suicida-se no dia 11 de setembro de 1891, em Ponta Delgada , sua
terra natal.
Obras
Sonetos de Antero, 1861
Beatrice e Fiat Lux, 1863
Odes Modernas, 1865 (na origem da polémica Questão
Coimbrã). Reeditadas em 1875.
Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculos)
A Dignidade das Letras e as
Literaturas Oficiais, 1865 (na
origem da polémica Questão
Coimbrã)
Defesa da Carta Encíclica de
Sua Santidade Pio IX, 1865
Considerações sobre a
Filosofia da História Literária Portuguesa, 1872
A Poesia na
Actualidade, 1881
Sonetos Completos, 1886
A Filosofia da Natureza dos
Naturistas, 1886
Tendências Gerais da
filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890
Raios de extinta luz, 1892
A Biblia da Humanidade
Leituras Populares
Liga Patriotica do
Norte
4.Machado de Assis
Introdução
Joaquim Maria Machado de
Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de
Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de
preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou
todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.
Na infância, estudou numa
escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi
revisor e funcionário público.
Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota
Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de
Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro
presidente.
Podemos dividir as obras de
Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (A)(fase romântica) os
personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os
relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos
destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a
Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
Na Segunda Fase (B)( fase realista ),
Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É
a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário.
Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando
suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as
seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892),
Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
Machado de Assis também
escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu
diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas
literárias e teatrais.
Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
Relação das obras:
Romances
Ressurreição - 1872
A mão e a luva - 1874
Helena - 1876
Iaiá Garcia - 1878
Memórias Póstumas de Brás Cubas - 1881
Quincas Borba - 1891
Dom Casmurro - 1899
Esaú e Jacó - 1904
Memorial de Aires - 1908
Poesia
Crisálidas
Falenas
Americanas
Ocidentais
Poesias completas
Contos
A Carteira
Miss Dollar
O Alienista
Noite de Almirante
O Homem Célebre
Conto da Escola
Uns Braços
A Cartomante
O Enfermeiro
Trioem Lá Menor
Missa do Galo
Teatro
Hoje avental, amanhã luva - 1860
Desencantos - 1861
O caminho da porta, 1863
Quase ministro - 1864
Os deuses de casaca - 1866
Tu, só tu, puro amor - 1880
Lição de botânica - 1906
Ressurreição - 1872
A mão e a luva - 1874
Helena - 1876
Iaiá Garcia - 1878
Memórias Póstumas de Brás Cubas - 1881
Quincas Borba - 1891
Dom Casmurro - 1899
Esaú e Jacó - 1904
Memorial de Aires - 1908
Poesia
Crisálidas
Falenas
Americanas
Ocidentais
Poesias completas
Contos
A Carteira
Miss Dollar
O Alienista
Noite de Almirante
O Homem Célebre
Conto da Escola
Uns Braços
A Cartomante
O Enfermeiro
Trio
Missa
Teatro
Hoje avental, amanhã luva - 1860
Desencantos - 1861
O caminho da porta, 1863
Quase ministro - 1864
Os deuses de casaca - 1866
Tu, só tu, puro amor - 1880
Lição de botânica - 1906
5.Aluísio Azevedo:
Aluísio Azevedo (1857-1913)
foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o
Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e
diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Com a morte do pai, em 1879,
Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica de seu primeiro
romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra
exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita o romance
"O Mulato", romance que inicia o Movimento Naturalista no Brasil. A
obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a
reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.
Aluísio Azevedo abandonou as
tendências românticas em que se formara, para influenciado por Eça de Queirós e
Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de
Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns
relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.
Preocupado com a realidade
cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o
adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio
retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos
habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente
de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.
Em 1895, com quase quarenta
anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil
no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina.
Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.
Aluísio Tancredo Gonçalves
de Azevedo morreu em
Buenos Aires , Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.
Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher,
romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898
6.Raul Pompéia:
Raul Pompéia (1863-1895) foi
escritor brasileiro. "O Ateneu" foi o romance que marcou seu nome
entre os maiores romancistas brasileiros. É a obra mais importante do Realismo
no Brasil.
Em 1883, publica "As
Joias da Coroa", de nítida conotação antimonarquista. Em 1885, junto com
outros colegas, transfere-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde fervia
os ideais abolicionistas e republicanos, lá termina o curso.
Raul Pompéia, publica em
1888, em folhetins da Gazeta de Notícias, o romance "O Ateneu", que
traz como subtítulo "Crônica de Saudade". O texto autobiográfico,
parte de sua experiência no internato do colégio Abílio. Nesse mesmo ano,
começa a escrever na Gazeta de Notícias, uma seção de crítica de arte. Em 1890,
participa ativamente dos debates políticos dos anos iniciais da República.
Em 1892, envolve-se em
acirradas polêmicas. Leva vida agitada, com inimizades e crises depressivas.
Ofendido por Olavo Bilac, desafia-o para um duelo, que não chega a ocorrer por
interferência dos padrinhos. Em 1894, é nomeado diretor da Biblioteca Nacional.
Em 1895, discursa no funeral de Floriano Peixoto, onde suas palavras são vistas
como desacato ao Presidente Prudente de Morais, provocando sua demissão da
Biblioteca Nacional.
Raul d'Àvila Pompéia,
abandonado pelos amigos, vê publicado num jornal um artigo "Um louco no
cemitério". Sem encontrar um jornal que publicasse sua resposta,
profundamente deprimido, suicida-se no dia 25 de dezembro de 1895, em plena
noite de Natal.
Uma tragédia no
Amazonas (romance)1880
O Ateneu (romance)1888
Canções sem
metro (prosa)1883
As joias da
Coroa (panfleto satírico)1882
7.Ingles de Souza:
Herculano Marcos Inglês de
Sousa (Óbidos, 28 de dezembro de 1853 — Rio
de Janeiro, 6 de setembro de 1918) foi um professor, advogado, político, jornalista eescritor brasileiro, tido como introdutor do naturalismo na literatura
brasileira através do seu romance O Coronel Sangrado publicado
em Santos em 1877 e um dos
membros fundadores da Academia
Brasileira de Letras.1 2
Inglês, que escreveu
inicialmente com o pseudônimo Luiz
Dolzani, ganhou reconhecimento literário após a publicação da obra O
Missionário, no ano de 1891.1Em suas obras, é perceptível
a influência de escritores europeus,
tais como Eça de
Queirós e Emile Zola.1
Foi um dos fundadores
da Academia
Brasileira de Letras, sendo responsável pela fundação da cadeira 28.
Obras literárias
O Cacaulista, publicado sob
o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
História de um pescador,
publicado pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
O Coronel Sangrado,
publicado na Revista Nacional de Ciências, Artes e Letras, São Paulo - romance
(1877) e em volume na Tipografia do Diário da Manha, São Paulo, 1882 (sob
pseudônimo de Luís Dolzani)
O Missionário, publicado sob
o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos- romance (1888)
O Missionário, segunda
edição revista pelo autor e com um prólogo de Araripe Júnior, publicado em dois
volumes pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro
Contos Amazônicos, publicado
pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro, (1892)
O Missionário, terceira
edição, sob a direção de Aurélio
Buarque de Holanda (que fez o prefacio, a revisão e o
apêndice), publicado pela Editora José Olímpio, Rio de Janeiro, 1946.
8.Adolfo Caminha:
Adolfo Caminha (1867-1897)
foi escritor brasileiro. Um dos principais representantes do naturalismo no
Brasil. Sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de
descrições de perversões e crimes.
Em 1893 publica "A
Normalista", romance em que relata a história chocante de um incesto, em que Maria do Carmo, a
normalista, é seduzida por João da Mata, seu padrinho. Vai para os Estados
Unidos e, das observações da viagem, escreve "No País dos Ianques"
(1894).
No ano seguinte provoca
escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever "Bom
Crioulo", obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora
também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do
Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, "Tentação", em
1896.
Adolfo Ferreira Caminha
morreu no Rio de Janeiro, no dia 1 de janeiro de 1897.
Obras de Adolfo Caminha
Vôos Incertos, poesia,
1855-56
A Normalista, romance, 1892
Judith, conto, 1893
Lágrima de um Crente, conto, 1893
No País dos Ianques, crônica, 1894
Bom Crioulo, romance, 1895
Cartas Literárias, crítica, 1895
A Tentação, romance, 1896
A Normalista, romance, 1892
Judith, conto, 1893
Lágrima de um Crente, conto, 1893
No País dos Ianques, crônica, 1894
Bom Crioulo, romance, 1895
Cartas Literárias, crítica, 1895
A Tentação, romance, 1896
9.Manuel de Oliveira Paiva:
Biografia
Cursou o seminário do Crato, mas trocou a vida eclesiástica pela
militar, indo estudar na Escola Militar do Rio de Janeiro, retornando à
terra natal em 1883, devido a problemas
pulmonares.
Teve participação ativa na
campanha abolicionista, colaborando no jornal Libertador. Destacou-se,
também, como membro do Clube Literário.
Sua única obra publicada em
vida foi A Afilhada, novela que saiu em folhetins
no Libertador em 1889. Neste
jornal e em A Quinzenasaíram alguns de seus poemas abolicionistas e seus
contos realistas. Em livro, porém, seus escritos só seriam publicados
postumamente, algumas dezenas de anos depois da sua morte.
Sua obra-prima, Dona
Guidinha do Poço, escrito em 1892, é um
dos maiores romances do Naturalismo brasileiro
e possui uma história interessante: seus originais foram entregues pelo próprio
autor ao amigo Antônio Sales,
que entregou uma cópia a Lopes
Filho, que a perde, e outra a José
Veríssimo, que iniciou a publicação, interrompida com a falência da
sua Revista Brasileira; no fim dos anos 40, porém, Lúcia Miguel-Pereira
encontra uma cópia com Américo Facó, depois de intensa pesquisa. Ela publicou,
finalmente, Dona Guidinha do Poço em 1952.
A Afilhada ganhou
edição em livro em 1961, e seus contos foram
publicados pela Academia
Cearense de Letras em 1976.
Obras
A Afilhada / A Quinzena /
Dona Guidinha do Poço
Escrito já no final de seus
31 anos de existência, a publicação de Dona Guidinha do Poço, romance
antecipador da ficção regionalista de 30, reinscreveu o autor na
história da literatura brasileira meio século depois de sua morte. Na série
Revisões da Graphia
Editorial, com introdução, seleção e notas de Rolando Morel Pinto,
professor da Universidade de São Paulo, foi editada a Obra
Completa de Oliveira Paiva, que reúne aos romance citados contos e poemas.
Contos
A barata e a vela (1887)
A melhor cartada (1887)
Corda sensível (1887)
O
Ar do vento, Ave Maria (1887)
O ódio (1887)
O velho vovô (1887)
Pobre
Moisés que não foste! (1887)
De
pena atrás da orelha (1888)
De
preto e de vermelho (1888)
A paixão (1888)
Ao cair da tarde (1888)
Romances
Dona
Guidinha do Poço (1891)
A Afilhada (1889)
Poesias
A tacha maldita (1883)
Vinte
e cinco de março (1884)
Sons de viola (1884)
Aos 55 (1884)
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