sábado, 14 de setembro de 2013

trabalho de literatura;2°ano

1.Eça de Queiros:
Vida Artística

Aos 16 anos de idade, foi estudar Direito na cidade de Coimbra. Seus primeiros trabalhos como escritor apareceram no Jornal Gazeta de Portugal. Trabalhou como administrador municipal no município de Leiria. Trabalhou também como cônsul de Portugal na Inglaterra. Esta época foi uma das mais produtivas de sua carreira.

Foi discípulo do escritor francês Gustave Flaubert, de quem recebeu grande influência literária. Eça de Queiroz foi um dos pioneiros da literaturarealista em Portugal.

Abordou, em suas obras, diversos temas. Porém, podemos observar algumas características comuns em seus romances, como, por exemplo, abordagem de temas cotidianos, descrição de locais e comportamento de pessoas, pessimismo, ironia e humor.

Eça de Queiroz morreu na cidade de Paris em 1900. Suas obras foram traduzidas em várias línguas. É considerado até os dias de hoje como sendo um dos principais representantes do realismo português.

Principais obras de Eça de Queiroz

· A Cidade e as Serras
· A Ilustre Casa de Ramires
· A Relíquia
· A Tragédia da Rua das Flores
· As Farpas
· Contos e Prosas Bárbaras
· O Crime do Padre Amaro
· O Mandarim
· O Mistério da Estrada de Sintra
· O Primo Basílio
· Os Maias
· Uma Campanha Alegre
O Crime do Padre Amaro

O Crime do Padre Amaro é uma das obras do escritor português Eça de Queirós mais difundidas por todo o mundo. Trata-se de uma obra polêmica, que causou protestos daIgreja Católica, ao ser publicada em1875, em Portugal 1 .
Esta obra é mais um documento humano e social do país e da sua época escrito com a maestria de Eça de Queirós. É também a primeira realização artística dorealismo português 2 .
Enredo[editar]
Trata do romance entre Amaro e a jovem Amélia, que surge num ambiente em que o próprio papel da religião é alvo de grandes discussões e a moralidade de cada um é posta à prova. Enquanto a trágica história de amor se desenvolve, personagens secundários travam instigantes debates sobre o papel da fé.
Eça de Queirós terá aproveitado o facto de ser nomeado administrador do concelho de Leiria para aí durante seis meses, conhecer e estudar aquele que seria o cenário de O Crime do Padre Amaro, uma obra que mais de cem anos depois mantém o interesse de diferentes gerações 3 .
Com a chegada de um novo pároco à cidade, o mesmo passa a frequentar a casa de Amélia. Ambos nutrem uma paixão que não pode ser consumada devido a batina. A solução encontrada foi o encontro as escondidas. Esse caso resulta numa gravidez inesperada, que é a causa da morte de Amélia. Após sua morte, Amaro vai embora da cidade, mas não abandona a batina. Fátima Bueno, professora da Universidade de São Paulo e especialista na obra de Eça de Queirós, aponta que Amaro fora levado à vida religiosa por circunstância, e não por vocação - e que, pelo seu temperamento sensual, podia se excitar com as imagens das santas - um sacrilégio para a tradição católica portuguesa. Não surpreendentemente, "o livro causou escândalo e foi atacado por jornais católicos portugueses e brasileiros", conta a pesquisadora4 .


2.Cesário Verde:

O poeta português José Joaquim Cesário Verde nasceu em Lisboa no dia 25 de fevereiro de 1855. Conhecido por seus dois últimos nomes, ele é visto como um dos predecessores  e grande influência do estilo poético realizado no século XX em Portugal.
tuberculose  foi uma maldição na vida de Cesário Verde. Após perder a irmã e o pai para esta doença, o poeta começa a ter sintomas da enfermidade em 1877. Apesar da tristeza que tudo isso lhe causava, o mal lhe serviu de inspiração para a produção de um de seus mais belos poemas,  “Nós”, de 1884.
“Ora, meu pai, depois das nossas vidas salvas
(Até então nós só tivéramos sarampo),
Tanto nos viu crescer entre uns montões de malvas
Que ele ganhou por isso um grande amor ao campo!”
(trecho da poesia “Nós”)

Cesário Verde não conseguiu escapar da doença e faleceu aos 30 anos, em dezenove de julho de 1886. Silva Pinto, em sua homenagem, organizou uma compilação com a poesia do amigo, que chamou de “O Livro de Cesário Verde”. Em 1901 este livro foi publicado.
Na poesia de Cesário Verde, alguns temas predominantes são o campo e a cidade. Seu estilo era delicado, com emprego de artifícios impressionistas e uma sensibilidade dificilmente vista no meio literário. A forma de expressão utilizada era mais natural, pois o poeta evitava o lirismo clássico.
As características mais importantes encontradas na análise de sua obra são imagens muito visuais que tinham o objetivo de dimensionar a realidade do mundo, a mistura do moral com o físico, a combinação de sensações, comparações, metáforas, sinestesias, versos decassílabos e quadras.
Um tema recorrente nas poesias de Cesário Verde é a mulher. Ele nos apresenta dois tipos femininos, sempre atrelados aos locais em que ambienta seus versos. Na cidade, cria uma mulher calculista, madura, frívola, fria, autodestrutiva e dominadora. Em sua representação do campo, o poeta monta arquétipos de mulheres pobres, feias, doentes, esforçadas e trabalhadoras.

3.Antero de quental:

Antero de Quental (1842-1891) foi poeta e filósofo português. Foi um verdadeiro líder intelectual do Realismo em Portugal. Dedicou-se à reflexão dos grandes problemas filosóficos e sociais de seu tempo. Contribuiu para a implantação das ideias renovadoras da geração de 1870.
Antero de Quental (1842-1891) nasceu na localidade de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, nos Açores, Portugal. Filho do combatente Fernando de Quental e Ana Guilhermina da Maia. Iniciou seus estudos em Ponta Delgada. Com 16 anos vai estudar Direito em Coimbra. Em 1961 publica "Sonetos de Antero".
Em 1965, um grupo de estudantes da Universidade de Coimbra, critica as velhas ideias do Romantismo, o que fez surgir uma polêmica entre a velha e a nova geração de poetas. Essa manifestação originou-se de um texto do poeta romântico Antônio Feliciano de Castilho, no qual ele criticava as novas ideias literárias de Antero de Quental e Teófilo Braga. Antero responde de maneira violenta, escrevendo uma carta aberta que foi divulgada com o título de "Bom senso e bom gosto", nela Antero acusa Castilho de obscurantismo e defende a liberdade de pensamento dos novos escritores. Essa polêmica ficou conhecida como a "Questão Coimbrã.
Antero de Quental expressa em seus sonetos a sua inquietação religiosa e metafísica constituindo a parte mais importante de sua obra: "Sonetos de Antero" (1861), "Primaveras Românticas"(1872), "Sonetos Completos" (1886), "Raios de Extinta Luz" (1892). É considerado, ao lado de Bocage e Camões, os grandes sonetistas da literatura portuguesa.
Antero Tarquínio de Quental sofrendo de depressão, suicida-se no dia 11 de setembro de 1891, em Ponta Delgada, sua terra natal.
Obras
Sonetos de Antero, 1861 
Beatrice e Fiat Lux, 1863
Odes Modernas1865 (na origem da polémica Questão Coimbrã). Reeditadas em 1875.
Bom Senso e Bom Gosto, 1865 (opúsculos)
A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais, 1865 (na origem da polémica Questão Coimbrã)
Defesa da Carta Encíclica de Sua Santidade Pio IX, 1865
Portugal perante a Revolução de Espanha 1868 Primaveras Românticas, 1872
Considerações sobre a Filosofia da História Literária Portuguesa, 1872 
A Poesia na Actualidade, 1881
Sonetos Completos, 1886 
A Filosofia da Natureza dos Naturistas, 1886 
Tendências Gerais da filosofia na Segunda Metade do Século XIX, 1890
Raios de extinta luz, 1892 
A Biblia da Humanidade 
Leituras Populares 
Liga Patriotica do Norte 
·                    http://pt.wikipedia.org/wiki/Antero_de_Quental

4.Machado de Assis
Introdução 
Joaquim Maria Machado de Assis é considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira. Nasceu no Rio de Janeiro em 21/6/1839, filho de uma família muito pobre. Mulato e vítima de preconceito, perdeu na infância sua mãe e foi criado pela madrasta. Superou todas as dificuldades da época e tornou-se um grande escritor.
Na infância, estudou numa escola pública durante o primário e aprendeu francês e latim. Trabalhou como aprendiz de tipógrafo, foi revisor e funcionário público.
Publicou seu primeiro poema intitulado Ela, na revista Marmota Fluminense. Trabalhou como colaborador de algumas revistas e jornais do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de letras e seu primeiro presidente.
Podemos dividir as obras de Machado de Assis em duas fases: Na primeira fase (A)(fase romântica) os personagens de suas obras possuem características românticas, sendo o amor e os relacionamentos amorosos os principais temas de seus livros. Desta fase podemos destacar as seguintes obras: Ressurreição (1872), seu primeiro livro, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
Na Segunda Fase (B)( fase realista ), Machado de Assis abre espaços para as questões psicológicas dos personagens. É a fase em que o autor retrata muito bem as características do realismo literário. Machado de Assis faz uma análise profunda e realista do ser humano, destacando suas vontades, necessidades, defeitos e qualidades. Nesta fase destaca-se as seguintes obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).
Machado de Assis também escreveu contos, tais como: Missa do Galo, O Espelho e O Alienista. Escreveu diversos poemas, crônicas sobre o cotidiano, peças de teatro, críticas literárias e teatrais.

Machado de Assis morreu de câncer, em sua cidade natal, no ano de 1908.
Relação das obras:
Romances
Ressurreição - 1872
A mão e a luva - 1874
Helena - 1876
Iaiá Garcia - 1878
Memórias Póstumas de Brás Cubas - 1881
Quincas Borba - 1891
Dom Casmurro - 1899
Esaú e Jacó - 1904
Memorial de Aires - 1908

Poesia
Crisálidas
Falenas
Americanas
Ocidentais
Poesias completas

Contos
A Carteira
Miss Dollar
O Alienista
Noite de Almirante
O Homem Célebre
Conto da Escola
Uns Braços
A Cartomante
O Enfermeiro
Trio em Lá Menor
Missa
do Galo

Teatro
Hoje avental, amanhã luva - 1860
Desencantos - 1861
O caminho da porta, 1863
Quase ministro - 1864
Os deuses de casaca - 1866
Tu, só tu, puro amor - 1880
Lição de botânica - 1906 

5.Aluísio Azevedo:
Aluísio Azevedo (1857-1913) foi escritor brasileiro. "O Mulato" foi o romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Foi também caricaturista, jornalista e diplomata. É membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Com a morte do pai, em 1879, Aluísio volta para São Luís e se dedica a literatura. Publica de seu primeiro romance, "Uma Lágrima de Mulher", em 1880, onde se mostra exageradamente sentimental e de estilo romântico. Em 1881 edita o romance "O Mulato", romance que inicia o Movimento Naturalista no Brasil. A obra denunciava o preconceito racial existente na burguesia maranhense Com a reação negativa da sociedade, Aluísio volta para o Rio de Janeiro.
Aluísio Azevedo abandonou as tendências românticas em que se formara, para influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola, tornar-se o precursor do Movimento Realista-Naturalista. No Rio de Janeiro, passou a viver com a publicação de folhetins românticos a alguns relatos naturalistas. Viveu durante 15 anos do que ganhava como escritor.
Preocupado com a realidade cotidiana, seus tema prediletos foram a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e o povo humilde. Na obra "O Cortiço", Aluísio retrata o aumento da população no Rio de Janeiro e o aparecimento de núcleos habitacionais, denominados cortiços, onde se aglomeravam trabalhadores e gente de atividades incertas. O grande personagem do romance é o próprio cortiço.
Em 1895, com quase quarenta anos, Aluísio ingressa na carreira diplomática, atuando como cônsul do Brasil no Japão, na Espanha, Inglaterra, Itália, Uruguai, Paraguai e Argentina. Durante todo esse período não mais se dedicou a produção literária.
Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo morreu em Buenos Aires, Argentina, no dia 21 de Janeiro de 1913.
Obras de Aluísio Azevedo
Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879
Os Doidos, teatro, 1879
O Mulato, romance, 1881
Memórias de um Condenado, romance, 1882
Mistérios da Tijuca, romance, 1882
A Flor de Lis, teatro, 1882
A Casa de Orates, teatro, 1882
Casa de Pensão, romance, 1884
Filomena Borges, romance, 1884
O Coruja, romance, 1885
Venenos que Curam, teatro, 1886
O Caboclo, teatro, 1886
O Homem, romance, 1887
O Cortiço, romance, 1890
A República, teatro, 1890
Um Caso de Adultério, teatro, 1891
Em Flagrante, teatro, 1891
Demônios, contos, 1893
A Mortalha de Alzira, romance, 1894
O Livro de uma Sogra, romance, 1895
Pegadas, contos, 1897
O Touro Negro, teatro, 1898

6.Raul Pompéia:

Raul Pompéia (1863-1895) foi escritor brasileiro. "O Ateneu" foi o romance que marcou seu nome entre os maiores romancistas brasileiros. É a obra mais importante do Realismo no Brasil.
Em 1883, publica "As Joias da Coroa", de nítida conotação antimonarquista. Em 1885, junto com outros colegas, transfere-se para a Faculdade de Direito do Recife, onde fervia os ideais abolicionistas e republicanos, lá termina o curso.
Raul Pompéia, publica em 1888, em folhetins da Gazeta de Notícias, o romance "O Ateneu", que traz como subtítulo "Crônica de Saudade". O texto autobiográfico, parte de sua experiência no internato do colégio Abílio. Nesse mesmo ano, começa a escrever na Gazeta de Notícias, uma seção de crítica de arte. Em 1890, participa ativamente dos debates políticos dos anos iniciais da República.
Em 1892, envolve-se em acirradas polêmicas. Leva vida agitada, com inimizades e crises depressivas. Ofendido por Olavo Bilac, desafia-o para um duelo, que não chega a ocorrer por interferência dos padrinhos. Em 1894, é nomeado diretor da Biblioteca Nacional. Em 1895, discursa no funeral de Floriano Peixoto, onde suas palavras são vistas como desacato ao Presidente Prudente de Morais, provocando sua demissão da Biblioteca Nacional.
Raul d'Àvila Pompéia, abandonado pelos amigos, vê publicado num jornal um artigo "Um louco no cemitério". Sem encontrar um jornal que publicasse sua resposta, profundamente deprimido, suicida-se no dia 25 de dezembro de 1895, em plena noite de Natal.
Uma tragédia no Amazonas (romance)1880
O Ateneu (romance)1888
Canções sem metro (prosa)1883
As joias da Coroa (panfleto satírico)1882

7.Ingles de Souza:
Herculano Marcos Inglês de Sousa (Óbidos28 de dezembro de 1853 — Rio de Janeiro6 de setembro de 1918) foi um professoradvogadopolíticojornalista eescritor brasileiro, tido como introdutor do naturalismo na literatura brasileira através do seu romance O Coronel Sangrado publicado em Santos em 1877 e um dos membros fundadores da Academia Brasileira de Letras.1 2
Inglês, que escreveu inicialmente com o pseudônimo Luiz Dolzani, ganhou reconhecimento literário após a publicação da obra O Missionário, no ano de 1891.1Em suas obras, é perceptível a influência de escritores europeus, tais como Eça de Queirós e Emile Zola.1
Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, sendo responsável pela fundação da cadeira 28.

Obras literárias
O Cacaulista, publicado sob o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
História de um pescador, publicado pela Tipografia do Diário de Santos, Santos - romance (1876)
O Coronel Sangrado, publicado na Revista Nacional de Ciências, Artes e Letras, São Paulo - romance (1877) e em volume na Tipografia do Diário da Manha, São Paulo, 1882 (sob pseudônimo de Luís Dolzani)
O Missionário, publicado sob o pseudônimo de Luís Dolzani pela Tipografia do Diário de Santos, Santos- romance (1888)
O Missionário, segunda edição revista pelo autor e com um prólogo de Araripe Júnior, publicado em dois volumes pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro
Contos Amazônicos, publicado pela Editora Laemmert, Rio de Janeiro, (1892)
O Missionário, terceira edição, sob a direção de Aurélio Buarque de Holanda (que fez o prefacio, a revisão e o apêndice), publicado pela Editora José Olímpio, Rio de Janeiro, 1946.


8.Adolfo Caminha:
Adolfo Caminha (1867-1897) foi escritor brasileiro. Um dos principais representantes do naturalismo no Brasil. Sua obra, densa, trágica e pouco apreciada na época, é repleta de descrições de perversões e crimes.
Em 1893 publica "A Normalista", romance em que relata a história chocante de um incesto, em que Maria do Carmo, a normalista, é seduzida por João da Mata, seu padrinho. Vai para os Estados Unidos e, das observações da viagem, escreve "No País dos Ianques" (1894).
No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever "Bom Crioulo", obra na qual aborda a questão do homossexualismo. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Comércio. Já tuberculoso, lança o último romance, "Tentação", em 1896.
Adolfo Ferreira Caminha morreu no Rio de Janeiro, no dia 1 de janeiro de 1897.
Obras de Adolfo Caminha
Vôos Incertos, poesia, 1855-56
A Normalista, romance, 1892
Judith, conto, 1893
Lágrima de um Crente, conto, 1893
No País dos Ianques, crônica, 1894
Bom Crioulo, romance, 1895
Cartas Literárias, crítica, 1895
A Tentação, romance, 1896

9.Manuel de Oliveira Paiva:
Biografia
Cursou o seminário do Crato, mas trocou a vida eclesiástica pela militar, indo estudar na Escola Militar do Rio de Janeiro, retornando à terra natal em 1883, devido a problemas pulmonares.
Teve participação ativa na campanha abolicionista, colaborando no jornal Libertador. Destacou-se, também, como membro do Clube Literário.
Sua única obra publicada em vida foi A Afilhada, novela que saiu em folhetins no Libertador em 1889. Neste jornal e em A Quinzenasaíram alguns de seus poemas abolicionistas e seus contos realistas. Em livro, porém, seus escritos só seriam publicados postumamente, algumas dezenas de anos depois da sua morte.
Sua obra-prima, Dona Guidinha do Poço, escrito em 1892, é um dos maiores romances do Naturalismo brasileiro e possui uma história interessante: seus originais foram entregues pelo próprio autor ao amigo Antônio Sales, que entregou uma cópia a Lopes Filho, que a perde, e outra a José Veríssimo, que iniciou a publicação, interrompida com a falência da sua Revista Brasileira; no fim dos anos 40, porém, Lúcia Miguel-Pereira encontra uma cópia com Américo Facó, depois de intensa pesquisa. Ela publicou, finalmente, Dona Guidinha do Poço em 1952.
A Afilhada ganhou edição em livro em 1961, e seus contos foram publicados pela Academia Cearense de Letras em 1976.

Obras
A Afilhada / A Quinzena / Dona Guidinha do Poço
Escrito já no final de seus 31 anos de existência, a publicação de Dona Guidinha do Poço, romance antecipador da ficção regionalista de 30, reinscreveu o autor na história da literatura brasileira meio século depois de sua morte. Na série Revisões da Graphia Editorial, com introdução, seleção e notas de Rolando Morel Pinto, professor da Universidade de São Paulo, foi editada a Obra Completa de Oliveira Paiva, que reúne aos romance citados contos e poemas.

Contos
O ódio (1887)
O velho vovô (1887)
A paixão (1888)
Romances
A Afilhada (1889)
Poesias
Sons de viola (1884)
Aos 55 (1884)